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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A Virada




Por Carlos Sena (*)

Esse termo "virada" é amplo. Final de ano, virada pra lá, virada pra cá. Nas competições de futebol muitos times ganham de "virada" e por aí vai. Agora, quando o ano velho entra em coma, todos querem uma virada de ano feliz sob os desejos de paz, saúde, dinheiro e felicidades no ano que se avizinha. Na política, VIRADA também é recorrente. De todas as viradas eleitorais a que mais me marcou foi a de Marcos Freyre. Ele era candidato a governador de pernambuco e, segundo os mais fanáticos, imbatível! Não me lembro se seu adversário era Roberto Magalhães ou Março Maciel, mas isso não é importante. Importante mesmo era a eleição dele, o Marcos, que reunia as esquerdas do estado contra o conservadorismo de direita como era conhecido. Vieram as eleições e Marcos Freyre começou a perder em todas as urnas do interior. Nessa época o processo eleitoral não era como hoje. Demorava quinze a vinte dias nas contagens manuais dos votos. Nada de Marcos Freyre tomar a frente, principalmente no interior. Mas, havia uma grande mobilização da militância anunciando que "a virada" viria quando todas as urnas do Recife e Região Metropolitana fossem concluídas. Pois bem: a eleição terminou e Marcos se lascou. No dia seguinte à derrota oficial alguém muito espirituoso colocou no centro da cidade, em plena Avenida GUARARAPES, uma kombi velha toda lascada, BATIDA,  cheia de amassos e ferrugem. Ao seu lado uma faixa gigante dizia: A VIRADA DE MARCOS FREYRE.

Espero que nessa virada de ano a gente se vire pra dentro de nós e descubra todas as nossas possibilidades de uma nova virada: aquela que nos leva a ver o outro de frente!

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(*) Publicado no Recanto de Letras em 02/01/2015

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